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Avaliar desempenho ou documentar atividade?

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Durante meses, os colaboradores contribuem para resultados da empresa. Depois, tenta-se reconstruir o ano numa única conversa sem recorrer a tecnologia que permite usar este momento como uma verdadeira oportunidade para a empresa e para o colaborador.

Durante meses, os colaboradores trabalham, resolvem problemas, apoiam colegas, desenvolvem competências e contribuem para resultados. Depois, chega o momento da avaliação e todos tentam reconstruir o ano numa única conversa.

A chefia recorda sobretudo os episódios mais recentes ou mais visíveis e o colaborador tende naturalmente a justificar aquilo que fez. Como produto deste processo, os Recursos Humanos recebem avaliações inconsistentes, difíceis de comparar e excessivamente dependentes da perceção de cada avaliador.

Este modelo produz classificações, mas nem sempre se traduz em desenvolvimento.

A avaliação de desempenho precisa de ser contínua, sustentada em objetivos claros, evidências e conversas regulares. O feedback deve chegar enquanto ainda tem força para alterar comportamentos, desbloquear dificuldades e orientar prioridades, não vários meses depois.

É aqui que a tecnologia pode melhorar profundamente o processo.

Uma boa plataforma de avaliação de desempenho permite acompanhar objetivos, registar feedback ao longo do ciclo, estruturar autoavaliações, integrar perspetivas de pares, dar visibilidade sobre o processo a diferentes lideranças e preparar as conversas com informação concreta.

Quando bem implementada reduz também a carga administrativa, ajuda a uniformizar critérios, identificar desvios entre equipas, acompanhar planos de desenvolvimento e dar aos Recursos Humanos uma visão consolidada da organização, munindo-os assim com uma visão holística sobre a saúde da organização.

Mas uma das vantagens mais importantes reside na criação de continuidade.

As decisões deixam de depender apenas da memória de uma reunião anual e passam a apoiar-se num histórico de objetivos, resultados, feedback e evolução.

Mas a tecnologia deve apoiar o julgamento humano, nunca substituí-lo.

Contar reuniões, mensagens enviadas ou tempo de ligação não é avaliar desempenho, é medir atividade, e atividade não é necessariamente impacto.

A melhor tecnologia não transforma pessoas em números, dá melhores condições para que líderes e colaboradores tenham conversas mais justas, informadas, úteis e com impacto real nas pessoas e na organização.

Avaliações mais frequentes para apenas acrescentam burocracia, o verdadeiro valor encontra-se num processo mais simples, consistente e orientado para o desenvolvimento.

A avaliação de desempenho da sua organização ajuda verdadeiramente as pessoas a evoluir ou limita-se a documentar o passado?

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