Distânciamento social ou proximidade digital?

30 April 2020

 

A adaptação às novas formas de trabalhar e de encarar o mercado é neste momento, de uma forma geral, um motivo de orgulho para todos os portugueses.

Todos os dias temos vindo a ser brindados seja pelos media, redes sociais ou mesmo até em contacto com clientes e amigos que colaboram em outras organizações, com exemplos práticos de como esta nova forma de trabalhar e de ver o trabalho está a ser muito mais eficaz e frutífera do que seria à partida expectável.
 

Com o acesso à internet de banda larga a fazer parte da realidade de grande parte das casas portuguesas, as ofertas de tráfego adicional gratuito por parte dos operadores móveis e todas as soluções a nível de software existentes, acreditamos que é seguro afirmar que do ponto de vista tecnológico estamos preparados. As curvas, de aprendizagem e adaptação, têm a sua principal incidência não só nas pessoas que tiveram de se adaptar repentinamente à ideia de trabalho remoto a full-time mas também nas empresas e os seus processos.

 

As dificuldades iniciais em conseguir efetivamente fazer um bom trabalho remotamente vão sendo mitigadas e quase que nos arriscamos a afirmar que, pelo menos do ponto de vista de alavancagem tecnológica, esta adoção de novos métodos de trabalho vem quase que como ser uma bóia de salvação para algumas pessoas que nesta fase se viram “obrigadas a aprender a mexer no computador”, a ter de aprender como funciona uma VPN ou algo tão simples mas que grande parte não utilizava no seu dia-a-dia, a usar uma ferramenta de video conferência por exemplo.
Resumindo, se existiam dúvidas em algumas pessoas neste ponto se iria ser “Sink or Swim”, aquilo que estamos a observar é que a vasta maioria optou por swim, o que é uma coisa boa.

O que nos faz concluír que do ponto de vista tecnológico, pelo menos na sua maior parte, estamos bem e assegurados com ferramentas de gestão, comunicação e venda, mas e relativamente às pessoas?

 

“As technology becomes more generic and less expensive, the leverage point becomes people!”
Esta frase que se aplica em pleno à situação que vivemos nos dias de hoje, foi proferida por um jovem de 21 anos em 2005, hoje esse jovem é o CEO de uma empresa conhecida por facebook.

 

O mundo não parou e o negócio também não. Com a adaptação inicial práticamente ultrapassada impera agora a necessidade de fazer uma atualização também a processos que normalmente são feitos de forma presencial que alimentam a produtividade e o engagement entre as pessoas e o seu trabalho.

O fator humano e o bem-estar são fatores determinantes para o sucesso de qualquer empresa, todos nós que estamos em teletrabalho sentimos saudade de ir beber café de manhã com os colegas, sentir interação humana e até de sentir uma “palmadinha nas costas” do chefe.

Na Makeadream, aplicando o nosso know-how na área de recursos humanos com metodologias de gamification temos vindo a desenvolver e a potenciar algumas soluções de proximidade direcionadas aos colaboradores.

Abordando por exemplo os processos de onboarding, o Qembrace é uma plataforma web que pode ser acompanhada por uma app para telemóvel que permite estimular junto dos colaboradores a cultura da empresa e os seus valores recorrendo a mecanismos de gamification com eficácia comprovada.

Outra sugestão que embora a medição de impacto no bem estar seja menos tangível a nível analítico mas com muito bom feedback relativamente a ajudar a equilibrar o ecossistema das organizações é o Stay Connected, uma plataforma web onde as organizações podem partilhar informações relevantes sobre qualquer tema e lançar desafios aos seus colaboradores que podem no seu dia-a-dia partilhar momentos nesta quase que mini rede social interna em formato fotográfico e texto.

 

Finalizando com alguns conselhos simples de aplicar no dia-a-dia mas com um impacto muito positivo junto de todos.

Faça um “friendly check-in” junto dos seus colegas e colaboradores, mostre-lhes que está presente e pergunte se está tudo bem, se necessitam de alguma coisa ou algum tipo de apoio\suporte, não necessáriamente apenas em contexto laboral, um simples “É necessário alguma coisa aí para casa? Está tudo bem com os seus»” tem um impacto muito positivo nas pessoas.

Agora mais que nunca respeite os horários e espaço pessoal, uma das principais dificuldades identificadas está a ser a gestão de tempo e o equilíbrio “work\life “, embora saibamos que as pessoas estão “ali tão próximas” é fácil caír na tentação de pedir alguma coisa fora de horas e isso é prejudicial a longo prazo.

 

Stay Safe!

Jorge Ferreira – QuiteaMind